Um filme sobre o
controle, o tempo e a vida
Sabe aquele
filme que é engraçado, mas que de repente faz você chorar de emoção? Assim é o
filme CLICK. Te faz ir de um extremo
ao outro, rir e também chorar através de cenas recheadas de lições e críticas
super construtivas. O filme conta a história de um arquiteto casado e com
filhos, que dedica a maior parte de seu tempo ao trabalho. Um dia ele conhece
um homem que o apresenta um controle capaz de passar o tempo, vislumbrado com o
controle do tempo em suas mãos o arquiteto começa a acelerar os momentos
difíceis até chegar no momento do seu maior objetivo, que é a promoção no
trabalho. O que ele não contava era que acelerar o tempo o deixaria
completamente sem controle, e o faria perder os melhores momentos da vida com a
sua família.
O filme sugere
algumas reflexões principalmente no que diz respeito às pessoas que colocam o
trabalho e a ambição profissional antes da família. Mostrando também a
importância da qualidade do nosso tempo e o que acontece quando fazemos o mal
uso dele.
Um filme sobre o controle, o tempo e a vida
O Click é um filme
que caminha entre temas pertinentes a sociedade, pois de maneira divertida e
emocionante são abordadas questões que de certa forma fazem parte da vida de
muitas famílias, tais como as relações entre:
·
pais e filhos
·
marido e esposa
·
trabalho e família
·
chefe e funcionário
·
dinheiro e sucesso
Se a pessoa que assistir
o filme estiver passando por algo semelhante, perceberá nas entrelinhas os
malefícios de se dedicar integralmente ao trabalho e como uma rotina
profissional estressante não vale a pena diante das experiências fantásticas
que é possível viver quando se direciona os sentimentos e a atenção para o que
realmente importa. Em determinadas cenas o personagem fica diante de alguns
impasses em relação às prioridades da sua vida, de um lado o dinheiro, o
prestígio e o sucesso, do outro lado a família, o casamento e os valores.
O filme traz consigo
muitas surpresas, expondo as crises de um chefe de família com humor e sutileza,
onde cada detalhe possui riqueza em forma de propostas reflexivas, questionando
a vida e chamando a atenção às experiências que muitas vezes não se repetirão, às
consequências de perder momentos e oportunidades únicas, à importância de se
munir contra as ilusões do dinheiro e do falso poder de controle, de se
carregar de sentimentos e aproveitar ao máximo cada momento da realização de
formar uma família.
O CONTROLE E O PODER
O controle
remoto mágico, capaz de passar, pausar e voltar no tempo como um rápido
flashback, aparece para ludibriar e envolver o personagem. Como deve ser provar
da sensação de controle sobre a vida? Como usaríamos esse controle? Será que a
sensação do controle nas mãos faz nascer a vontade de exercer um tipo de poder
sobre o tempo e sobre as pessoas? Como dirigimos e controlamos a nossa vida?
Será que é bom estar no controle?
São muitos os
questionamentos que se pode construir a partir do conceito em torno do controle, acredito que no filme o
controle não é um simples objeto, mas uma forma poética de se indagar sobre os
nossos posicionamentos diante da vida, que por sermos falhos e humanos, podemos
em alguns momentos falhar em sermos o nosso próprio guia, principalmente se
colocarmos os interesses materiais antes
dos sentimentos.
Será que esse
controle existe na realidade? Não como um objeto, mas de maneira intangível
existindo de forma emblemática a partir do jeito como eu conduzo a minha vida,
como eu priorizo os meus interesses e me ocupo das minhas tarefas.
Vale a pena
trazer essa reflexão para dentro de si e, se for o caso, mudar alguns comportamentos
que podem nos levar a focar em um caminho de ambições. Quem sabe construir
novos significados e sentidos, mudando a rota para os sentimentos verdadeiros.
Se eu tenho o
poder de conduzir a minha vida, que seja então, rumo a FELICIDADE.
Texto por Lorena
Crist
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